Empresas procuram profissionais qualificados

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Empresas procuram profissionais qualificados

Quarenta e cinco anos de idade, mais de dois anos sem trabalho. E Marcelo procurava uma vaga de executivo em algum banco de São Paulo. “Quando veio a crise, eu falei: já estava difícil, agora vai ficar mais difícil ainda”, conta Marcelo Couto, executivo.

Pois foi justamente no meio da crise que o emprego de Marcelo apareceu. O banco passou por uma reformulação, mudou os cargos de chefia e achou que ele tinha o perfil certo. Numa época difícil, como agora, muita empresa acaba demitindo parte dos funcionários. Mas não pode abrir mão de executivos preparados, que saibam como conduzir os negócios.

Levantamento feito em 14 países mostra que, no Brasil, 30% das empresas pesquisadas pretendem contratar novos executivos para a área financeira até o meio do ano. O país está na frente, por exemplo, de França, Itália, Japão, Reino Unido e Espanha.

Um diretor do grupo responsável pela pesquisa explica que metade das empresas quer contratar para aumentar o quadro de executivos. A outra metade quer trocá-los.

“Procurando profissionais ou com algumas competências para um cenário mais turbulento ou mesmo pra substituir dois profissionais por um profissional mais completo e ter também uma redução de custo na folha de pagamento”, afirma Fernando Mantovani, diretor de operações.

As indústrias de alimentos, de bebidas e farmacêutica estão entre as mais dispostas a contratar profissionais de alto escalão.

Uma consultora, especializada na recolocação de executivos, conta que o número de clientes dela que conseguiram emprego no mês passado foi o mesmo de um ano antes, quando ainda não havia crise.

“O que tem acontecido são segmentos pontuais. Então o setor de autopeças, construção civil que já deu uma parada desde setembro do ano passado e exportação em relação ao próprio dólar. O resto dos segmentos continua contratando da mesma forma ou com as mesmas exigências que anteriormente”, comenta Cássia Lourenci, consultora.

E, num ambiente global de falta de dinheiro, o executivo ideal deve ter um estilo definido.

“O mercado chama um profissional mais “hands on”, mais disposto a colocar a mão na massa com uma visão apurada pro lado de custos”, acrescenta Mantovani.

 

Fonte: Jornal da Globo

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